O Hamas reafirmou, nesta segunda-feira (29), que a libertação dos reféns que mantém em seu poder exigiria a garantia do fim da ofensiva israelense em Gaza e a retirada de todas as forças de invasão. A posição foi reiterada depois que Israel realizou reunião com mediadores do Catar e do Egito.
"O sucesso da reunião de Paris depende da concordância da ocupação (Israel) em acabar com a agressão abrangente à Faixa de Gaza", disse à Reuters Sami Abu Zuhri, autoridade graduada do Hamas.
Não ficou imediatamente claro se, com essa condição atendida, o Hamas libertaria todos ou alguns dos 132 reféns que, segundo Israel, permanecem em Gaza. O Hamas havia dito anteriormente que uma libertação total exigiria que Israel libertasse todos os milhares de palestinos mantidos por motivos de segurança em suas prisões.
Uma autoridade palestina, próxima às negociações de mediação, que pediu anonimato, disse que, para que o Hamas assine um acordo de acompanhamento da trégua de novembro, na qual libertou dezenas de reféns, quer que Israel concorde em encerrar a ofensiva e se retirar de Gaza -- embora a implementação não seja necessariamente imediata.
O acordo teria que ser endossado pelo Catar, Egito e os Estados Unidos, afirmou a autoridade. Esses países enviaram delegados de alto escalão para discutir a crise dos reféns de Gaza com os altos funcionários da inteligência israelense nesse domingo.
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