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Geral Amazonas

Adaf prossegue no combate à praga monilíase no Alto Solimões

Atividades passam por auditoria do Mapa e têm apoio do Exército, Idam e Prefeituras

04/07/2023 16h00
Por: JOÃO MARCELINO/REDAÇÃO Fonte: Agência Amazonas
Fotos: Divulgação/Adaf
Fotos: Divulgação/Adaf

Auditores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluíram a fase presencial da auditoria sobre as ações de combate à praga monilíase, que ataca frutos de cacau e cupuaçu, realizadas pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), sob coordenação da Superintendência Federal da Agricultura do Amazonas (SFA/AM) no Alto Solimões. 

O diretor-presidente da Adaf, José Omena, agradeceu aos auditores e a todas as instituições, como as prefeituras de Tabatinga e Benjamin Constant, Exército Brasileiro, Funai, Idam e demais parceiros pelo apoio fundamental nesse desafio.

Omena destaca que a auditoria serve para avaliar se as ações estão ocorrendo de acordo com a legislação e com as boas práticas definidas pelo Mapa.

Os trabalhos de contenção e erradicação do foco de monilíase continuam nos municípios de Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus) e devem começar, em breve, em Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros da capital). 

Atualmente, equipes da Adaf e do Mapa, com apoio de soldados do Exército Brasileiro e servidores das prefeituras municipais e do Idam estão percorrendo propriedades para fazer a poda drástica ou rasa das plantas infectadas pelo fungo. “Quero agradecer grandemente ao apoio de todos os parceiros envolvidos. Sem a união de todos, não seria possível realizar esse trabalho que é fundamental para proteger a produção brasileira de cacau e cupuaçu”, disse José Omena.

O gerente de Defesa Vegetal da Adaf (GDV/Adaf), Sivandro Campos, ressalta que a poda rasa permite que a planta volte a dar frutos no prazo de dois anos. “Os produtores estão entendendo a importância desse trabalho. Com a monilíase, não há produção. Quando fazemos a poda drástica e rasa, reduzimos a incidência da praga e a produção voltará após um período”, explica.

A produtora rural Lucimar da Silva Mapeano, que vive na comunidade Terezina IV, zona rural de Tabatinga, reconhece a importância de conter e erradicar a praga. “É melhor cortar agora para ter frutos depois”.

O foco de monilíase foi detectado no Estado no fim do ano passado, nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant, o que levou o Mapa a pôr todo o Amazonas sob quarentena, proibindo o trânsito de vegetais hospedeiros para o restante do país. 

Levantamento Fitossanitário

Simultaneamente ao trabalho de erradicação, a Adaf, em parceria com o Idam, vem realizando levantamentos fitossanitários de detecção e verificação da monilíase em outros municípios que não foram delimitados pelo Mapa como área de alto risco. Nesse levantamento, realizado desde janeiro, servidores estão cadastrando propriedades com plantações de cacau e cupuaçu nos municípios de Urucurituba, Humaitá, Guajará, Tefé, Alvarães, Coari e Codajás.

Focos

A monilíase é uma doença devastadora que afeta vegetais dos gêneros Theobroma e Herrania, como o cacau e o cupuaçu, causando perdas e elevação de custos da produção. Cada fruto infectado pode apresentar aproximadamente 7 bilhões de esporos. A detecção do primeiro foco, no Amazonas, foi anunciada pelo Mapa no ano passado. No dia 29 de novembro, uma equipe de emergência começou a percorrer a região para mapear as propriedades com plantio de cacau ou cupuaçu, ambos frutos hospedeiros da praga quarentenária, e assim delimitar a expansão da doença.

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