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Governo do Pará, ONU e Unicef debatem protagonismo de jovens e quilombolas na Amazônia

Meio ambiente, crise climática, comunicação e tecnologia, saúde e cadeias produtivas estão entre os temas discutidos nos dois encontros

04/08/2023 às 00h40
Por: JOÃO MARCELINO/REDAÇÃO Fonte: Secom Pará
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Crédito: Nucom Seirdh
Crédito: Nucom Seirdh

A voz da juventude e dos quilombolas amazônicos soou mais alto nesta quinta-feira (3), em Belém, e foi ouvida por representantes do Governo do Pará, da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Jovens e lideranças quilombolas foram protagonistas em dois encontros, que envolveram debates sobre preservação do meio ambiente, crise climática, comunicação e tecnologia, saúde, cultura, cadeias produtivas, turismo e objetivos do desenvolvimento sustentável.

Amina Mohammed, da ONU, ressaltou a inclusão dos jovens nos debates sobre questões ambientaisUm dos encontros contou com a presença da vice-secretária geral da ONU, Amina Mohammed, que destacou a necessidade de “incluir e ouvir os jovens nos debates sobre o meio ambiente, a partir da realidade de cada um e de cada território”, acrescentando que a escuta foi “muito inspiradora para as mudanças internas que a ONU tem feito para estar presente em mais países e ajudar da melhor forma”.

Os encontros reuniram jovens do Pará, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins, e ainda representantes de comunidades indígenas, LGBTQIA+, refugiados e pessoas com deficiência (PcDs).

Jarbas Vasconcelos, titular da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), ressaltou a importância dos debates sobre meio ambiente, a partir da escuta dos povos tradicionais. “Os quilombolas que vivem na Amazônia são o resultado do tráfico transatlântico e da migração forçada de africanos para nosso continente. Essa população encontrou na floresta pontos de resistência e preservação dos costumes e das identidades, e o Estado tem se preocupado em fazer políticas que reforcem institucionalmente, nos aspectos legais, a proteção dos direitos dos quilombolas”, enfatizou o secretário.

Encontro Nacional dos Estudantes Quilombolas evidencia a diversidadeEstudantes quilombolas- Ainda na quinta-feira (3), representantes da Seirdh participaram da abertura do 4° Encontro Nacional dos Estudantes Quilombolas (Eneki). O evento, com o apoio do governo do Estado, busca evidenciar a diversidade sociocultural dos quilombolas, a partir de debates em torno da educação, do direito e territorialidade, da diversidade de gênero, da saúde e do meio ambiente.

Coordenadora de Promoção e Proteção dos Direitos Humanos na Seirdh, Isabela Canto participou dos dois encontros e destacou os momentos de escuta e articulação como fundamentais para mudanças sociais.

“É muito importante que exista essa articulação entre o governo do Estado e as iniciativas internacionais atuantes na defesa dos direitos da juventude. Nesse contexto de Cúpula e Diálogos Amazônicos, a juventude paraense e amazônida, em todas as suas representações, se mostra ativa, articulada e plenamente capaz de propor soluções, de ser protagonista em qualquer debate sobre a Amazônia”, ressaltou Isabela Canto.

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