A World Wide Fund for Nature (WWF-Brasil), em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), está promovendo, desde a última segunda-feira (11/09), uma oficina de capacitação da Plataforma Smart – software de código aberto que otimiza a coleta e o uso de dados sobre áreas protegidas – para cerca de 20 gestores e monitores de Unidades de Conservação do Amazonas.
A oficina foi ministrada por Felipe Spina, coordenador do WWF-Brasil, que desde 2019 desenvolve um trabalho na Sema, promovendo ações para adaptar e trazer o Smart à realidade da secretaria. A atividade será realizada até a próxima sexta-feira (15/09), cumprindo agenda teórica e prática do curso.
“O objetivo das ações é aproveitar ao máximo o uso de tecnologia, visando fortalecer o monitoramento participativo da biodiversidade nas Unidades de Conservação do Amazonas”, destaca Felipe.
Desde 2020, a Sema utiliza a ferramenta Smart como meio oficial do estado para monitoramento em campo das Unidades de Conservação. A ferramenta já foi implementada em mais de 600 áreas protegidas, em 55 países diferentes, onde 11 governos já adotaram o SMART como ferramenta oficial para todo o sistema de áreas protegidas.
Segundo o participante Jaime Gomes, gestor de Unidade de Conservação da Sema, a ferramenta Smart será base para um novo modelo de conservação. “Este curso finaliza todo um ciclo de construção para as Unidades de Conservação no Amazonas, a partir de agora teremos um modelo de conservação robusto para começarmos a usar de forma piloto, tanto na coleta de informações de campo, quanto nas análises e emissões automáticas de relatórios”, destaca o gestor.
Plataforma Smart
A plataforma Smast (Spatial Monitoring and Report Tool) é uma ferramenta desenvolvida para apoiar a gestão de áreas protegidas e a conservação da vida selvagem. É utilizada principalmente em contextos de conservação da fauna e flora, bem como na gestão de parques nacionais, reservas naturais e outras áreas com importância para a biodiversidade.
A ferramenta permite coletar, armazenar, comunicar e analisar dados sobre biodiversidade, assim como sobre atividades ilegais, rotas de ações de campo e ações de gerenciamento para melhor uso dos recursos.
Também possibilita que atividades de campo sejam captadas e analisadas, com alertas em tempo real, registro de vários tipos de informação em uma mesma base de dados e um olhar mais apurado para os problemas e ocorrências de determinada área.
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