
Setembro fechou com redução no número de focos de calor registrados no Amazonas, desde o início do ano. De 1º de janeiro até 30 de setembro de 2023, 14.802 focos foram notificados, representando uma queda de 20,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 18.571 focos foram contabilizados. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), analisados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
“Até o momento nós temos redução de quase 70% do desmatamento ilegal e, mesmo com um setembro muito difícil, nós também mantemos 20% de redução das queimadas. A gente entende que ainda não é o suficiente, visto a massa de fumaça que encobre a Região Metropolitana de Manaus, com o efeito da estiagem severa, mas nós estamos nos mobilizando para dar uma pronta resposta e manter esses resultados alcançados até agora”, disse o secretário da Sema Eduardo Taveira.
De acordo com os dados oficiais, a redução também foi observada na comparação mensal. Em setembro de 2023 foram registrados 6.991 focos de calor, contra 8.659 focos notificados em setembro do ano passado. A redução percentual chega a 19,2%.
Na análise por categoria fundiária, dos 14.802 focos registrados desde o início de 2023 até o final de setembro, as áreas sob gestão direta do Governo do Amazonas foram responsáveis por 2.252 alertas (15,22%). As áreas federais totalizaram 9.043 focos (61,09%). O restante dos focos, 3.507 (23,69%), foram registrados em vazios cartográficos.
Fumaça acumulada
Segundo analistas da Sema, fatores climáticos mais intensos, neste ano, têm acentuado a concentração de fumaça na Região Metropolitana de Manaus, como o aquecimento do Pacífico (El Niño), tendendo para tornar-se um Super El Niño nas próximas semanas.
O fenômeno climático mais severo tem feito a capital bater recordes de calor, assim como tem acontecido em outros estados brasileiros. Com as altas temperaturas, o fenômeno dificulta a formação de chuvas e, também, torna mais difícil a dispersão da fumaça.
Ações de combate
O secretário Eduardo Taveira destaca que o Governo do Amazonas tem empenhado todos os esforços, de forma prioritária, a ações de combate, por meio da Operação Tamoiotatá 3, Operação Aceiro e Operação Céu Limpo, com foco na Região Metropolitana de Manaus e Sul do Amazonas, que concentram a maior quantidade de focos. O Estado também decretou situação de emergência ambiental, para agilizar aquisições para dar suporte às forças-tarefas.
São mais de 400 agentes estaduais, entre Bombeiros, policiais Civis e Militares, fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), além de brigadistas recentemente contratos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e homens da Força Nacional, atuando no combate ao desmatamento e às queimadas ilegais no estado.
“O Estado do Amazonas tem feito todo o possível para, mesmo nesse período de seca severa, de influência desse super El Niño, de manter os compromissos ambientais assumidos e garantir as reduções das emissões. A gente tem um planejamento, com o nosso Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento e às Queimadas (PPCDQ) e desde março deste ano há uma coordenação de ações integradas, para que a gente possa reduzir ainda mais esses dados”, completou.
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