
Promover a responsabilização e o cuidado mútuo, buscando soluções para conflitos que sejam justas e benéficas para todos os envolvidos.
Esses são os objetivos do Núcleo de Orientação Institucional e Solução Pacífica de Conflitos (Énóis) - inovação da política socioeducativa de Minas Gerais, implantada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) .
A criação do núcleo, estabelecida pela Resolução Sejusp nº 1.469, aprimora práticas restaurativas dentro das unidades socioeducativas de internação e semiliberdade de Minas.
Embora as práticas restaurativas já existam nas unidades há algum tempo, a resolução cria padronização e plano para sistematizar essas atividades em todas as unidades estaduais.
Em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça, os servidores são capacitados para aprimorar habilidades de prevenção a violências e construção de uma cultura de paz.
A implantação da Justiça Restaurativa oferece estrutura que favorece a resolução de conflitos cotidianos nas unidades socioeducativas, reduzindo a ocorrência de incidentes de segurança e a necessidade de medidas disciplinares punitivas. O foco é a responsabilização do gerador de conflitos de forma não punitiva.
Solução pacífica
A coordenadora do Núcleo de Orientação Institucional e Solução Pacífica de Conflitos - Énóis, Flávia Macedo, lembra que a resolução é uma maneira de fortalecer as práticas restaurativas na socioeducação, já previstas na Lei 12.594/2012, que instituiu o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
“A Justiça Restaurativa tem contribuído para a qualificação do atendimento ao adolescente autor de ato infracional, dando visibilidade às suas trajetórias, e possibilitando a ressignificação, responsabilização e exercício de protagonismo, além de fomentar formas pacíficas de resolver possíveis conflitos e proporcionar espaços de conexão, solidariedade e voz a toda a comunidade socioeducativa”, observou.
Benefício para servidores e adolescentes

A subsecretária de Atendimento Socioeducativo, Giselle Cyrillo, destaca a importância desse enfoque na política socioeducativa do Estado, para adolescentes e servidores.
Ela afirma que o Núcleo de Práticas Restaurativas é mais um passo na direção de políticas que priorizam a prevenção de conflitos e violência.
“As práticas restaurativas fortalecem os laços e o bem-estar das equipes de trabalho e qualificam o processo de responsabilização cidadã e crítica dos adolescentes, fornecendo-lhes ferramentas efetivas para a resolução de conflitos", descreve.
Ela também explica que resultados esperados são redução dos incidentes de segurança nas unidades socioeducativas e melhora das condições de promoção da saúde mental dos servidores e colaboradores.
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