
Mais uma ação de revista em celas da Unidade de Recolhimento Provisório do Complexo Penitenciário de Rio Branco foi realizada nesta quinta-feira, 1º, por meio da operação Mute. Outras áreas pertencentes ao Complexo também foram revistadas, como a cozinha e alojamento dos presos que trabalham na cozinha.
A ação, que ocorre de forma simultânea em todo o Brasil, é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e, no Acre, conta com a parceria do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Polícia Penal.

O objetivo da Operação Mute é fazer a retirada de celulares escondidos nas unidades prisionais como forma de combater a comunicação entre o crime organizado. Participaram da operação a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Força Integrada Contra o Crime Organizado (Ficco), Assessoria de Inteligência da Polícia Militar, Polícia Penal Federal e Polícia Penal do Acre, com suas forças especializadas: Grupo Penitenciário de Operações Especiais (Gpoe), Grupo de Ações com Cães (GAC), Serviço de Operações e Escoltas (Soe) e Unidade de Monitoramento Eletrônico (Umep)

A policial penal federal Lenise da Silva foi enviada pela Senappen ao Acre, para acompanhar a operação. Ela explica que a Operação Mute é uma ação que além de recolher celulares, abrange a retirada de quaisquer objetos que possam promover a comunicação de dentro do presídio para as áreas externas. “O órgão central que coordena essa atividade é o Ministério da Justiça. Nesse cenário, a Secretaria Nacional de Políticas Penais deslocou 27 agentes federais para acompanhar de forma simultânea, coordenar e apoiar os estados nessa operação”.

Durante a operação foi retirado de dentro das celas e cozinha, drogas, Tabaco, celulares, carregadores e objetos pontiagudos. Avilmar Cavalcante, chefe da Divisão de Segurança e Execução Penal do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), destaca que com a retirada de equipamentos de comunicação de dentro do presídio, é possível evitar atentados que partem de dentro do presídio para a parte externa. Inibindo a ação de organizações criminosas, diminuindo os crimes no Estado e garantindo mais segurança para a população. “O presidente do Iapen, Alexandre Nascimento, tem buscado, junto com o governo do Estado e Poder Judiciário, tentar ao máximo inibir essas ações criminosas, e isso a gente tem buscado diariamente”, destaca Avilmar.

Em alguns estados, a operação começou na quarta-feira, 31, e deve ser concluída em todo o país até a sexta-feira, 2, com mais de 100 unidades Penitenciárias revistadas. A Operação Mute é a maior realizada pela Senappen no contexto de combate ao crime organizado, pelo número de estados participantes, quantidade de policiais penais federais e estaduais envolvidos e unidades prisionais estaduais revistadas.
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